Saturday, September 27, 2008

always cueca-cuela


"La Coca-Cola fue creada en 1885 por John Pemberton en la farmacia Jacobs de la ciudad de Atlanta, Georgia. Con una mezcla de hojas de coca y semillas de cola quiso crear un remedio, que comenzó siendo comercializado como una medicina que alivia el dolor de cabeza y disimula las náuseas, luego fue vendida en su farmacia como un remedio que calmaba la sed, a 5 centavos el vaso. Frank Robinson le puso el nombre de Coca-Cola, y con su caligrafía diseñó el logo actual de la marca. Al hacerse famosa la bebida en 1886 se le ofreció a su creador venderla en todo Estados Unidos. Pemberton aceptó la oferta (vendió la fórmula de su producto en 2300 dólares) y se abrieron varias envasadoras en Estados Unidos. Más tarde un grupo de abogados compraron la empresa e hicieron que Coca-Cola llegue a todo el mundo. Desde ahí la empresa se convirtió en The Coca-Cola Company."
wikipedia

Monday, September 22, 2008

Até nova ordem, novos dias começam, frágeis como todos os precedentes. Este é o lugar de tudo, este é o lugar de nada. Daqui se olha e daqui se vê. Estamos diante de um continuum aberto, para frente. Nosso tempo intermediário é nosso, tão provisório quanto imprevisto. Nossos gestos se inundam em águas, tão transparentes quanto foscas. Somos sujeitos dimensionais. Nossas medidas são inversamente proporcionais aos nossos tamanhos. Perfeitamente indefinidas.Transparentes, existimos e desaparecemos. Aonde queremos ir já estamos. Imóveis, dançando ao esquecimento. Esta única forma de lembrar que temos memórias. Tão insistentes seguimos. Tão insistentes variamos. Mudamos as escalas, as lentes, os limites. Mudamos os nomes, trocamos identidades, vendemos órgãos. Queremos a glória. Queremos o plural. Buscamos a diferença. Somos exceção e nem tanto. Somos exceção e quase. Quase animais e ainda leves. Quase leves e ainda animais. Ainda e sempre e sempre sempre. Ali, o horizonte do horizonte. Jamais alcançaremos. Jamais talvez. Temos limites e não cansamos. Estamos em cena, relacionando relações. Há muito que rasgamos o alto e o baixo. Aqui todas as formas são. As formas e as possibilidades. As possibilidades, impossíveis. Experiências evidentes. Nada evitamos. Não somos mágicos. Nada de carta nas mangas. Apenas e apenas. O fluxo e a experiência. Somos o que somos e ainda não. Ainda não. Não somos trágicos. Tocamos a morte em vida. O outro em um e todos. Ainda falta e assim será. Assim virão os próximos. Alguns. Uma cumplicidade encontrada nos nervos. Isto não passa do princípio do fim no seu final. O começo, é aqui.

Saturday, September 20, 2008

no land´s men

Regresa a España un avión con 101 inmigrantes que Gambia se niega a readmitir.
El Ministerio del Interior tuvo que dar la orden ayer por la noche de regresar a España a un vuelo con 101 inmigrantes gambianos que iban a ser repatriados. A pesar de haber seguido el protocolo habitual, según el Gobierno español, las autoridades del país subsahariano no permitieron desembarcar a los inmigrantes del avión tras aterrizar en el aeropuerto de la capital, Banjul. A medianoche, el avión aterrizó de nuevo en Las Palmas (...)
aqui

Thursday, September 18, 2008

ye ye ye

Jan Pehechan-Ho by Mohammed Rafi

Wednesday, August 20, 2008

X + Y = W

my burn is braining!

Friday, August 15, 2008

tu me fai girar

Patty Pravo - La bambola

Monday, July 21, 2008

Sunday, July 13, 2008

Ímpeto, no dicionário nada. Nenhuma busca de sentido satisfeita. As letras que não tem voz. Nada dizem, puro desvairio. Carcaça vazia e nada disto em vão. As águas do mundo e o céu se transforma em terra, em suspensão de dedos, revelando o quanto do ser inteiro se transfigura em metades. Face em ausência de pele. Os nomes dos nomes dos nomes dos nomes. Objetos. No espelho sempre parecem maiores. Corpos em tempos por todos os lados, sem começo nem fim nem começo. Este presente vulnerável. Mas então, articulações. E o mundo lá vai, em dissidanças. Cão desnudo, a coluna inteiramente fragmentada, em ondas desfeitas, inequívocas, de um latido puro, ilogicamente lógico. Animal anônimo, mordido por si, em si, por tudo. Imediato. Deixando pegadas, neste hoje que é dia de outrora.

Sunday, July 06, 2008

Sunday, June 29, 2008

change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes change changes changes change changes change changes change changes change changes

Friday, June 27, 2008

Friday, June 20, 2008

poema em braile

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"el firmamento está lleno de seres desnudos que van volando por los aires. seres humanos, hombres desnudos, mujeres desnudas, que van volando y provocan tormentas y nevadas. ¿los oís revolotear? zumbam como el aleteo de grandes aves allá arriba, en el aire. ¡ese es el miedo de los hombres desnudos, esa es la huida de los hombres desnudos! los espíritus del aire apagan de un soplo la tormenta, los espíritus del aire lanzan la nieve voladora sobre la tierra".
crença esquimó

Wednesday, June 18, 2008

este poema é o que resta destas palavras.

Tuesday, June 17, 2008

Saturday, June 14, 2008

não seria sem espanto, tudo o que preciso é nada mais. não sem estímulos, viajando pelo fora que é dentro, de olhos abertos. os pensamentos batem nas paredes da mente, sentindo sentidos, à espera da minha ausência, como se tudo fosse.
as mãos se encontraram, já não se sabe qual delas toca a outra. sinapses, sinapses. abscôndito despreendido, inefável sem lugar. uma mentira apenas para dizer a verdade. ando, logo tropeço. outro passo. mais um.
ele, o diabo, se apresenta em detalhes. ela, a paisagem, não tem começo nem fim, nem cheio nem oco. face de todas as faces. aqui na terra, sou a tua sombra, sem intervalos sob o céu que se ultrapassa.

deste corpo não sairei.

Monday, June 09, 2008

ricardo soler

aqui o link de um comercial que gravei.

Saturday, June 07, 2008

Friday, June 06, 2008

Composición en Movimiento – Taller de Improvisación

El escenario es un espacio vacío, sin significados. La danza es el arte del movimiento, dibujando el tiempo y el espacio. En este taller estaremos atentos al aquí y ahora, e improvisaremos con lo que tenemos de mas esencial: el cuerpo de cada uno.
Esta investigación se concentrará en bases físicas de la imaginación. A partir de los sentidos fundamentales de la percepción del cuerpo, exploraremos la danza. Entre gestos y asociaciones libres, construcciones de presencia en tiempo real e movimientos paradoxales, nos dejaremos llevar y observaremos nuestra atención.
Abiertos a diversos modos de composición, cuestionaremos la creación escénica a través de la construcción de identidades, de percepciones del mundo y de representaciones de la realidad y de la ficción. Dimensiones poético-políticas tambien serán contempladas, a medida que envolveremos la creación de discursos en espacios compartidos. Cada gesto implicará otro, y así no perderemos de vista los impulsos y las tomadas de decisión.
Estas serán algunas de las preocupaciones que nos acompañarán. Juntos buscaremos preguntas de las que quizás no encontraremos respuestas, y no olvidaremos de divertirnos.
Actuando en el presente, daremos voz a nuestras imaginaciones.

Taller destinado a actores, bailarines, performers, músicos y demás interesados en danza, teatro e improvisación.

Espacio La Danseria
de 9 hasta el 13 de junio
de las 10h hasta las 13h

Wednesday, May 21, 2008


art is dead, long live to art.

Friday, May 16, 2008

holly shit

Merda! atiremos ela ao ar sem medo dela cair. salve a Merda!
que ela voe, vire nuvem de longo alcance, até atingir a nossa cara.
que nossos rostos se desfigurem, abrindo e fechando os olhos.
que seja nossa a Merda que entre-saindo dos buracos desenterrados do mundo. viva viva! um estalar de ossos e somos o que somos, Merda pura.
delicias e venturas respingadas como tal. uma cagada imensa, um grito de sol: Merda! devolvendo nossos mistérios inteiros diante de nós.

Monday, May 12, 2008

freaks!


uma mulher com três braços, top-models de uma perna só, modelos sem mamilos, dedos implantados nos cabelos, perspectivas muito pouco prováveis e dentes, muitos dentes. nao, nao se trata de nenhum pesadelo nem de uma representaçao expressionista, cubista ou surrelista. estes sao os corpos de hoje, em retratos da mais realista satisfaçao, do erótico transformado em grotesco. picasso já era. nada como monstros saudáveis e sorridentes, ao lado deles eu, você ou qualquer outro frankenstein é refresco. peça já um colírio photoshop, a sua dose de psicodelia pura!
photoshopdisasters.blogspot.com

Friday, May 09, 2008

amanha

Resíduo
solo de Joao Costa Lima
Mostra Xupitos de Dansa
Sábado 10 mayo às 20h30
La Danseria
c/ st Julià, 24. Vilafranca del Penedès

egyptian reggae

"(...)me custou muito tempo
entender que tanto não devia algo secreto
mais tempo ainda me custou
entender o tanto que não dizia respeito(...)"
organismo

Sunday, May 04, 2008



Li Wei

Friday, May 02, 2008

era um bicho saltitante. o encontro foi casual, silencioso, e assim nos tornamos íntimos. intimamente estranhos. como sempre. ele nao teme aos enganos e os desastres vive à sua maneira, acidentalmente. nao saberia dizer o seu nome, nem teria a menor vontade de inventar um: ele nao passa de um perfeito anônimo. um oficial nada. inteiramente desintegrado, sem custo nem benefício. mais vulnerável impossível. ali, aberto, ele respira. nem pó nem fumaça. naquela via, um passo dado. bicho que era, nao tinha caráter, era só princípio, nao tinha nada. uma fronteira móvel, para espanto da geografia, uma fronteira em espiral. bicho só, apenas. bastante para si e assim quase. nenhuma terra para pisar, nenhum caminho para errar. ele se move ilimitadamente. puro desmantelo. sua voz é o verbo, num presente próprio de futuro. infinitivo. condicionalmente incondicional. oculto. bicho nao é absoluto, bicho contínuo é bicho, até que o SE exista. nenhum impasse o pode parar. saltando entre a semelhança e a descoberta, mostra os dentes e anda nú. em pele. felicidade e tristeza sao nuvens, bicho tem o céu aberto e o horizonte tao distante quanto próximo.

Friday, April 25, 2008

anúncio solene

DECLARO QUE TAMBÉM NÃO VOU ESTAR PRESENTE NA CERIMÔNIA DE ABERTURA DOS JOGOS OLÍMPICOS DE PEQUIM.

Thursday, April 24, 2008

Thursday, April 17, 2008

infinita veneración infinita lástima

do avesso pro inverso e assim sucessivamente.
tocando com os dedos e mordendo com a boca.

palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras palavras

inexistentes. imorais. invi s í v e i s.

puro-vira-lata-puro. fósforo aceso, reinvento e desassossego desatado.

nada contra, muito pelo contrário. assim e de novo sem se repetir. designificância significante. entre o fato e a ficçao. vivendo a realidade em fantasia. à saída da idade da inocência, à espera de uma força de expressao. sobre o amor. um despertar silencioso em morte de dogmas. abandono de tônus. água em copo de vidro. um pouco de horizonte e permissao de jogo. prazer, êxtase nosso de cada dia. todo organismo quer orgasmo. olhando nos olhos dos olhos.

a vida escoa serenamente.

Thursday, April 03, 2008

Friday, December 28, 2007

disco dance - lesson 1º

william forsythe
"fazer da arte uma testemunha do irrepresentável"
kant

Thursday, December 27, 2007

you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild you drive me wild

Monday, December 24, 2007

multiply

Fred Astaire

Thursday, December 20, 2007

Ah! faz amor. como podemos ver Ah! faz muito amor. Ah! acredita que fazendo amor ele sabe. Ah! conhece através do amor. ele diz: para tocar no conhecimento é preciso fazer amor. fazer amor é a chave do conhecimento. aquele que nao trepa nao conhece nada. aquele que nao devora nao conhece nada. aquele que nao come regularmente o corpo dos outros nao conhece nada. disse Ah! Ah! disse: é preciso descer e comer o outro regularmente. é preciso devorar os dedos do pé do outro. é preciso devorar seus joelhos. é preciso comer o seu sexo. seus seios. sua boca. seu cù. é preciso devorar seu ventre. tudo que se pode alcançar com a boca é preciso ter, é nosso. é preciso lamber chupar lamber e chupar de novo, entao disse Ah! em seguida o céu se abre e o que devemos conhecer nòs conhecemos. Ah! disse: isto nao està nos livros. isto nao é o livro, é verdade. é no ventre da minha amada no ventre do meu amado na sua boca e sua boceta seu cù e seu pau que se chega là onde eu conheço.

toute la vie § pascal rambert
traduzido por mim

Saturday, December 15, 2007

Wednesday, December 05, 2007

La Feuille
performance d’Emmanuelle Huynh et Nicolas Floc’h / avec Emmanuelle Huynh, Nicolas Floc’h, Nuno Bizarro, Joao Costa Lima et Laurie Peschier Pimont
Des monochromes polymorphes flottent, se dressent, s’évanouissent dans l’espace vide…
Après avoir travaillé ensemble pour la pièce Numéro, Nicolas Floc’h et Emmanuelle Huynh continuent avec La Feuille de confronter leurs visions de l’espace.

hoje no teatro Le Quay às 20h30

Tuesday, December 04, 2007

serge gainsbourg vs whitney houston

"i said i want to fuck her"

Sunday, December 02, 2007

obvio ululante

1. qual é a diferença entre o coelho?
a orelha direita. a esquerda também, mas sobretudo a direita.

2. existem três tipos de pessoas:
as que sabem contar e as que nao sabem.

3. to buy or not to buy, that is the question.

4. qual a diferença entre um urubu? ele é mais escuro.

hoje é domingo, pé de chachimbo, cachimbo é de ouro, bate no touro, o touro é valente dà no tenente, tenente é fraco, cai no buraco, buraco é fundo, acabou-se o mundo.

Wednesday, November 28, 2007

Réservé au Personnel

uma criaçao de Muriel Bourdeau, Béryl Breuil, Joao Costa Lima, Fanni Futterknecht, Julien Herrault, Johann Maheut, Raphaël Michon, Javiera Peon-Veiga, Carmen Pereiro Numer, Laurie Peschier-Pimont e Lautaro Prado
com o acompanhamento de Loic Touzé e Jan Kopp

estreou ontem e segue em apresentaçoes até sabado no Centre National de Danse Contemporaine D'Angers

<Tu voudrais réinventer le rôle du public en regardant à travers mes paupières?
Non, je ne veux pas croire a l'échec du langage! Même avec une loupe très très forte et un couteau très très pointu, c'est toujours l'arme qui fait la différence.
Se battre, c'est fatiguant... Ne pas se battre, c'est fatiguant...
Et les responsabilités de ton travail sont très fortes, je risque au moins d'abîmer ta réputation.
Pourquoi est-ce que je ne bouge pas?
Tu ne bouges pas parce que je suis écrasé par le consensus...
Parce que tu es vivant.

Où sommes-nous, nous qui vécûmes heureux et eûmes beaucoup d'enfants?
À Mexico.
Est-ce qu'une image existe pour elle-même au Mexique?

Je suis l'ogre.
Où se cache la terreur?
Comment faire pour endormir le public et qu'il soit enchanté a la fin?>>

Sunday, November 18, 2007

ABRACADABRA

voz
a vida adivinhada por dentro
imensa brecha entre o dia e a noite
encarnada, intimamente estranha
inumana

ser o gesto
habitado por tudo que nao se contém
de todos os lugares onde nao se està
permeàvel irredutivel vulneràvel
olhando para si, para alguém, para todos

cores sonoras

afecçoes em afeto
um devir outro tanto de si mesmo
apetite do sensivel, novo possivel
aquilo que nao se renuncia
o grito da terra que desce-subindo

até o corpo

impasses
pedras, cordas e ventos
retratos do pensamento

permanecendo em mistério

Thursday, November 08, 2007

Monday, November 05, 2007

"quando paramos de cantar paramos de respirar"

julio iglesias

Sunday, October 28, 2007

pensei num mundo sem memoria, sem tempo; considerei a possibilidade de uma linguagem que ignorasse os substantivos, uma linguagem de verbos impessoais ou de adjetivos indeclinaveis. assim foram morrendo os dias e com os dias os anos, mas algo parecido com uma felicidade ocorreu uma manha. choveu, com poderosa lentidao.

borges

lego concentration camp



concebida pelo artista polaco Zbigniew Libera, a obra "lego concentration camp" consiste em 7 kits diferentes onde cada um contém as peças necessarias para a montagem de uma seçao de um campo de concentraçao.

um incrivel jogo de criatividade e destruiçao, uma brincadeira entre a brutalidade e a banalidade. adquira o seu agora!

Thursday, October 25, 2007

engrenagem, fabricando movimentos até o infinito
vàlvula em sucessao, simultaneidade e permanência
maior do que a vida e ainda tao minuscula

e o horizonte se distancia quando o sujeito avança
e o horizonte està tao perto que nao pode ser visto

na mao, uma tesoura recorta o invisivel.

e as crianças se beijam
e as crianças se beijam
e as crianças se beijam

é chegada a hora de parar de fingir que nao se espera

uma ilha desce pelo esôfago
era uma vez






annie sprinkle

Tuesday, October 23, 2007

la folie

il est fou
elle est folle

Friday, October 19, 2007

Sunday, October 14, 2007

renault X sísifo



"só existe um problema filosófico realmente sério: é o suicídio. julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida é responder à questão fundamental da filosofia"

quatro funcionários da Renault se suicidaram em apenas um ano.

"os deuses tinham condenado Sísifo a rolar um rochedo incessantemente até o cimo de uma montanha, de onde a pedra caía de novo por seu próprio peso. eles tinham pensado, com as suas razões, que não existe punição mais terrível do que o trabalho inútil e sem esperança(...)assim, convencido da origem toda humana de tudo o que é humano, cego que quer ver e que sabe que a noite não tem fim, ele está sempre caminhando. o rochedo continua a rolar(...)

é preciso imaginar Sísifo feliz."


a. camus

Thursday, October 11, 2007

jà escuto o teu sopro.

Thursday, October 04, 2007

the power of masturbation

This summary is not available. Please click here to view the post.
a poesia é a grande inimiga do acaso, embora sendo também filha do acaso e sabendo que o acaso em ultima instância ganhará a partida.

i. calvino

Thursday, September 27, 2007

Tuesday, September 25, 2007




do vermelho
sangra em silhuetas sabendo simples
làbios mordidos
desdobra em si o que foi e serà
impermeàvel imprevisto
vestìgios
informando a forma, assumindo, sumindo
olha, o fio, para nao ser visto
sagrado, sugere sugerindo sugestao sujeita
o flagra, em pedaços
insòlito
singelo sabor
seu

Monday, September 17, 2007

quase, e por razões desconhecidas continuamos. o que queria dizer me escapa, ter um corpo só não basta e esta voz nao me pertence. assim, invento e reinvento, desdobro e repito, caio para levantar e logo cair de novo. as perguntas aparecem e voltam a aparecer.

um sentido religioso qualquer. o sagrado-profano que todos procuramos é o mesmo, mesmo que em lugares, momentos e de formas diferentes. sinto um misto de espanto e alegria ao perceber que somos tão semelhantes e tão, tão imensamente diferentes. o que será que nos une? duvido um pouco das respostas, mas parece-me que o que nos mantém vivos é e será sempre pròximo. nossos alimentos são estes prazeres e impulsos (extra)ordinários, simples, e é na composição desta sede onde encontramos a liberdade mais íntima. é através das diferenças que toca-se àquilo que nos é mais próprio. os intervalos, as ambigüidades e contradições, as dúvidas e hesitações revelam a nossa experiência no tempo e espaço. mas... o que será que nos une?

aqui, perdido no mundo, procurando juntar as peças deste quebra-cabeças absurdo, as interrogaçoes nao param de surgir. para onde vamos? e vamos juntos, todos? alguém vai ficar pra trás? e por que? será que estamos longe demais uns dos outros? o que nos mantém vivos? o que é que nos permite continuar? que estranha força é esta que nos empurra pra frente? mesmo estando sempre à beira (do abismo, de um colapso, das guerras, da morte, da paralisia, do esquecimento, da falta de sentido total) algo nos provoca o canto e o encanto, algo nos convida para o movimento, para a construção de pontes, invisíveis ou não. loucura ou lucidez, seja lá o que este algo for, que abençoe a todos, como um vento sublime, um sopro que nos faz "EMPURRAR AS PAREDES QUE NOS CERCAM PELO LADO DE DENTRO". infinitamente.

eu, alguém, o outro. alguém, o outro, eu. o outro, eu, alguém.

e a natureza perfila o destino do mundo. entre ecos e murmúrios anônimos somos causa e consequência, agimos e reagimos ao todo que nos rodeia. não há segredos, no entanto tudo é tão misterioso.

Saturday, September 08, 2007

Monday, September 03, 2007




silver mt. zion and the tra-la-la band é uma banda estranha que conheci há pouco tempo. fazem um som difícil de definir: usam guitarras e violinos, compõem arranjos simples e rasgados e tem letras fortes, irônicas e comoventes. os vocais são intensos, variando entre gritos e murmúrios, de uma loucura particular, quase desafinada, bem ritualista. tudo muito bonito, com um feeling especial e... bem, definições não interessam pra nada, música é para os ouvidos e às vezes também para a alma. esta é para os dois.

Thursday, August 30, 2007

Stockhausen Interview

can you tell me what was the most interesting sound that you ever heard?

real ficção

paulo bilhomens copyright
erwin wurm

Wednesday, August 29, 2007

Monday, August 27, 2007

um mundo. dividido e multiplicado em desenhos variados. pontos, silhuetas de ar em movimento. mundo sem tempo, imortal no seu esquecimento. vazio para uns, cheio para outros. lugar onde ninguém é ninguém, nada é tudo, e assim sucessivamente.

um homem é igual a todos. vive no vácuo, celebrando a nossa tragédia. a grande festa do vento, que começou algures e acabará sem nunca ter fim. aqui dança-se à vertigem, em incessante acumulação de memórias. e sonhos.

o amor em ti sou nós. e desapareço nesta explosão imediata. não esquecendo, sem lembrança. chovendo nesta terra de pele. cavando o centro do mundo com dedos inexatos.

sorrindo à insignificância, aconteço em mistério. de olhos abertos, ilimitáveis. contemplando o possível do impossível.

desde a limpidez desta confusão sem retorno, digo sim.

Wednesday, August 22, 2007

Steven Seagal diz que não se envolveu com a máfia



O ator Steven Seagal diz que quer desculpas de investigadores federais norte-americanos que o envolveram em um plano para assustar um jornalista que estava trabalhando em uma reportagem sobre uma possível ligação do artista com o crime organizado.

O astro dos filmes de ação de 56 anos de idade culpa a publicidade negativa pelo declínio de sua carreira – o FBI teria feito uma declaração acusando Seagal de contratar o detetive Anthony Pellicano para ameaçar uma jornalista do “Los Angeles Times”.

“Acusações falsas do FBI apareceram em centenas de artigos dizendo que eu aterrorizo jornalistas e faço parte da máfia”, disse o ator ao “Times” em uma entrevista publicada nesta sexta (17). “Esse tipo de alegação assusta os donos de estúdios e produtores independentes – e mata carreiras.”

Seagal foi um dos maiores astros da ação nos anos 90, com seus filmes gerando mais de US$ 1 bilhão em ingressos e vendas de DVDs. A maioria de seus filmes recentes, no entanto, tem sido lançada diretamente em DVD.

Seagal nunca foi processado, mas o FBI também não declarou que tenha havido um engano. A porta-voz Laura Eimiller disse que a agência não comenta sobre investigações pendentes.

O ator é acusado de ter ameaçado a repórter Anita Bush em 2002, que encontrou um peixe morto e uma rosa no capô de seu carro com um bilhete que dizia “pare”.

Ela disse a autoridades que acreditava estar sendo ameaçada por causa de uma reportagem que envolvia Seagal e seu ex-produtor, Julius Nasso. No início do ano, Nasso foi acusado de envolvimento em um esquema para extorquir dinheiro do ator.

Friday, August 10, 2007

fogo + teatro

"historicamente, os rebeldes seguem três principais atitudes:
1.colocar fogo no teatro durante uma apresentaçao
2.gritar fogo para o público do teatro
3.gritar teatro no lugar de fogo"

anônimo

Saturday, July 28, 2007

abraçado ao tudo que é nada
ser aquilo que treme

com sede

um cigarro que fuma a si pròprio
poeira e esquecimento

esta espécie de homem

passos largos e indiferentes
as ruas escolhidas ao acaso

os pés descalços

impossìvel recuar
rios desfeitos e portas de fogo

pontapés seguidos por carìcias

brechas abertas, paisagens ausentes
gestos vadios sem medidas

a arquitetura do anonimato

a pele do mundo e tudo que se desfaz
estar sem ser e assim ininterruptamente

estaçao silêncio

...

Wednesday, July 25, 2007

Monday, July 16, 2007

de passagem em lisboa


"o absurdo, a confusão, o apagamento - tudo que não fosse a vida"
f. pessoa

sempre meio cheio e meio vazio. o tempo passando e tudo cada vez mais dificil de ser lembrado. acho que não dou conta de viver, de ter tempo para entender as coisas. mas assim mesmo vou, e vou bem. ah, o amor!

no fundo me parece engraçado rir nestes tempos de guerra, um luxo, um privilégio que tento aproveitar e devolver ao mundo, mesmo que de forma silenciosa e invisível, anônima e ambulante. a coragem e a idiotia fazem o poeta.

e percebo que já não tenho lugar para ir ou voltar, ou talvez ainda andarei à procura por algum tempo. aos poucos vou sentindo que andei demais, que já me distancei o suficiente de mim mesmo, que talvez não exista retorno ou porto seguro. mas não há drama, o que há é essa coisa difícil de dar nome, estranha e bonita demais para ser descrita. aquilo que não conhecemos mas que sentimos bem.

sem nada nas mãos. me preocupo com o dinheiro e penso que isso não interessa nada.

outro dia vi um homem vomitando na rua da rosa. subitamente sua dentadura voou boca à fora até cair no chão. sem cerimônias, ele curvou-se, apanhou-a, e a pôs na boca para continuar a vomitar. cenas urbanas neste verão escaldante.

o presidente lula esteve em lisboa, a conversa girou em torno dos biocombustíveis e ponto final. nenhuma palavra sobre imigração ou algo "um pouco mais" humano. tudo gira sempre em torno do $, não me surpreendo mais.

os dias passam e encontro os amigos, os que casaram e os que vão ter filhos, casais que se desfizeram e as crianças que nasceram, também vejo aqueles que parecem nada ter mudado e outros que já não consigo mais falar.

descobri pela internet que o pirulito se foi, sinto tristeza e vontade de dar um beijo em zenzi. de longe ou perto, algumas coisas são difíceis de entender.


cada vez mais gosto da palavra cais, e tento me esquecer para continuar vivo.

Wednesday, July 04, 2007

"reconhecer a realidade como forma de ilusao, e a ilusao como forma de realidade, é igualmente necessário e igualmente inútil."


livro do desassossego
bernardo soares, ajudante de guarda-livros

haut culture française

Tuesday, June 26, 2007

el continente de la impunidad


nada disso é novidade. as palavras se multiplicam a todo vapor. os números nao sao números. as pessoas deixam de ser pessoas. morremos de tudo a todo instante. sobreviver é um ato de subversao. aonde começa e termina a politica? meu avô me disse uma vez, aos gritos: "ninguém tem o direito de matar ninguém!". e de sobreviver, quem tem o direito?

respirar é algo existencial, a integridade também é? isso de nascer e morrer sabemos pouco ou quase nada. isso de matar parece que já somos mestres. estamos indo a algum lugar? quem sao as vítimas? "o ódio é criativo", só se for na poesia, meu caro filho da puta. quando é que vamos reconhecer que já basta? é preciso de mais? a quem interessa tudo isto?

nesta guerra andamos todos sem cabeça. há muito tempo. deus levou dois tiros no peito. os evangélicos gritaram aleluia. o presidente da república nao tem um dedo nem maos nem braços nem vontade. os artistas se arrastam, comendo a carne que sobra e fazendo questao de assinar tudo que vêem pela frente, com sangue. os jornalistas bebem chá nas madrugadas, conectados a internet, wirelles. os franceses bebem perrier e se preocupam em nao se esbarrar com ninguém, pardon, desolé. os portugueses preferem esperar. os espanhois assistem ao futebol e gritam olé. os japoneses nao dormem, medo dos pesadelos de hiroshima a nagasaki, ao vivo e a cores. os ethiopes dançam com os ombros e já nao comem desde sempre. os americanos, ah estes já nao existem mais, transcenderam, viraram luz!


reportagem publicada no jornal El Pais de ontem:

"En América Latina, el número de asesinatos con armas de fuego triplica la media mundial y seis de cada diez secuestros se llevan a cabo entre el Río Grande y Tierra de Fuego. La gente no sólo está harta del crimen, sino también de la impunidad. No sólo debe cuidarse de los delincuentes, sino también de la policía y los jueces que muchas veces, como en México, no combaten el crimen sino que son parte interesada en éste.

"La seguridad ciudadana se utiliza como arma electoral en América Latina. Se promete mano dura con el crimen, se persigue el aumento de las penas y se garantiza una mayor presencia policial en las calles", explica el chileno José Miguel Vivanco, director de Human Rights Watch para América Latina. "Cuando en América Latina se quiere dar más seguridad, la primera víctima son los derechos humanos. Todas las soluciones son superficiales, para la galería, pero no hay voluntad política para erradicar el problema, empezando con una policía y un sistema judicial que prediquen con el ejemplo", añade Vivanco.

Recientemente, el diario O Globo, publicó cifras escalofriantes sobre el grado de impunidad del que gozan las autoridades en Brasil. El periódico, echando mano de datos oficiales, ha comprobado que en los últimos 15 años hubo 14.000 denuncias contra autoridades políticas, pero que solamente 1.035, apenas el 7%, fueron condenadas. En lo que respecta a los delitos financieros, menos del 5% de los casos conducen a una condena. En materia de violencia, el diario expone el caso del Estado de Pernambuco, al noreste del país, donde en 2006 se registraron 4.638 asesinatos, aunque solamente 38 presuntos asesinos habían sido capturados a finales de año."



versao integral:
www.elpais.com/articulo/internacional/continente/impunidad/elpepuint/20070626elpepiint_3/Tes

Friday, June 22, 2007

"l´essentiel est l´extreme du possible"

georges bataille
depois da estréia fomos comemorar numa discoteca em montemor-o-novo (cidade pequena onde o vento faz a curva e o tempo nao existe). a dada altura fui ao banheiro. ao abrir a porta encontrei um homem completamente nú mijando em pé. ele olhou para mim e disse sem hesitar: "o que eu gosto mesmo é de liberdade!".

a mim restou-me concordar com ele.

Friday, June 15, 2007

amanhã estréia:



Sand Castle

direção - Vitor Roriz
criação e interpretação - João Lima, Sofia Dias e Vitor Roriz
assistência - Marta Cerqueira

dia 16 de junho às 21h30 Black Box em Montemor-o-novo (portugal)
dia 21 de junho às 20h La Caldera em Barcelona (espanha)

involuntariamente, os meus pulmões inspiram oxigénio, o meu coração bombeia sangue e a temperatura do meu corpo normalmente permanece num nível constantemente elevado. sempre que me esforço respiro mais fundo que é habitual e sinto-me cansado; quando tenho frio os meus dentes rangem e o meu corpo treme; quando tenho calor suo; e sempre que me sinto suficientemente cansado, descanso ou durmo. se o meu estômago se contrai eu sinto as dores da fome, penso em levar comida à minha boca, onde é humedecida, mastigada e enviada para o tubo digestivo. quando sinto pressão na bexiga urino e quando os meus intestinos estão cheios defeco.
o meu corpo está organizado de forma a formar células espermáticas nos testículos, e o corpo dela a produzir células ovulares nos ovários. de tempos a tempos os nossos órgãos genitais são estimulados e copulamos. se a fertilização se seguir a este acto, seus ciclos menstruais são suspensos e forma-se um embrião no seu corpo, onde é alimentado, ao longo de uma gestação de cerca de nove meses, por intermédio de um dispositivo placentário. depois de dar à luz ao seu filho, ela separa aquele dispositivo do corpo logo a seguir ao parto; amamenta a criança e ajuda-a até que ela atinja uma fase em que pode mover-se por si própria. a medida que o tempo passa os nossos corpos sujeitam-se a algum acidente ou doença fatal, ou envelhecem e deterioram-se. então a morte termina os aspectos biológicos do nosso comportamento e os nossos cadáveres decompõem-se de acordo com as leis imutáveis da física e da química.

Friday, June 08, 2007





aaron siskind

Tuesday, June 05, 2007

a morte do plano


"o plano é um conceito criado pelo homem com um objetivo prático: satisfazer sua necessidade de equilíbrio. o quadrado, criação abstrata, é um produto do plano. marcando arbitrariamente limites no espaço, o plano dá ao homem uma idéia inteiramente falsa e racional de sua própria realidade. daí os conceitos opostos como o alto e o baixo, o direito e o avesso, que contribuem para destruir no homem o sentimento de totalidade. é também essa a razão pela qual o homem projetou sua parte transcendente e lhe deu o nome de deus. assim ele colocou o problema de sua existência - inventando o espelho de sua própria espiritualidade.

o quadrado adquiria uma significação mágica quando o artista o considerava como portador de uma visão total do universo. mas o plano esta morto.a concepção filosófica que o homem projetava sobre ele não mais o satisfaz, assim como a idéia de um deus exterior ao homem.ao tomar consciência de que se tratava de uma poética de si mesmo projetada para o exterior, ele compreendeu ao mesmo tempo a necessidade de reintegrar essa poética como parte indivisível de sua própria pessoa.foi também essa introjeção que fez explodir o retângulo do quadro. esse retângulo em pedaços, nós o engolimos, nós o absorvemos. anteriormente, quando o artista se situava diante do retângulo, projetava-se sobre ele e nessa projeção carregava de transcendência a superfície. demolir o plano como suporte da expressão é tomar consciência da unidade como um todo vivo e orgânico. nós somos um todo e agora chegou o momento de reunir todos os fragmentos do caleidoscópio em que a idéia do homem foi quebrada, reduzida a pedaços. mergulhamos na totalidade do cosmos, vulneráveis por todos os lados: o alto e o baixo, o direito e o esquerdo, enfim o bem e o mal - todos os conceitos que se transformam.

o homem contemporâneo escapa às leis da gravitação espiritual. ele aprende a flutuar na realidade cósmica como em sua própria realidade interior. ele se sente tomado pela vertigem. as muletas que o amparavam caem longe de seus braços. ele se sente como uma criança que deve aprender a equilibrar-se para sobreviver. é a primeira experiência que começa."

lygia clark, 1983

Tuesday, May 29, 2007

a proposito do instante

"d'un tel vide absolu nâit le plus mervelleux épanouissement de l'acte pur".
o instante do ato nao se renova. existe por si mesmo: repeti-lo é dar-lhe um novo significado. ele nao contém nenhum traço de percepçao passada. é um outro momento. no mesmo momento em que acontece, é ja uma coisa em si.
sò o instante do ato é vivo. nele o vir a ser està inscrito. o instante do ato é a unica realidade viva em nòs mesmos. tomar consciência é jà o passado. a percepçao bruta o ato é o futuro se fazendo. o presente e o futuro estao implicados no presente-agora do ato.

lygia clark

Monday, May 14, 2007



acho que esse joao costa sou eu.

Friday, May 11, 2007

expressões world wide bizarras

conversando com amigos franceses, um turco, um australiano, uma portuguesa e uma argentina, fizemos juntos uma pequena lista de expressões estranhas para usos bizarros. o que nos chamou a atenção foram as imagens que surgem nestas metàforas(absurdas, surreais, idiotas, quase literais) e a necessidade desta comunicação tão "poética" para expressar o que é tão ordinàrio.

seguem as expressões:

t'as du beurre sur le menton (tàs com manteiga no queixo) ou le petit oiseau va sortir (o passarinho vai sair) - expressões francesas para dizer: "a tua braguilha tà aberta".
planes are flying low today (hoje os aviões estão voando baixo)- forma australiana de avisar sobre o mesmo "problema" da braguilha aberta.
tienes aberto el kiosque - mais uma indicação para o danado do ziper que não quer fechar, usada na argentina.
are you digging for gold? (tàs procurando ouro?) - pergunta gentil pra ser feita quando alguém tira catota na austràlia.
les faltam jugadores en la equipo (faltam jogadores no seu time) ou les faltam caramelos en el frasco- diz se quando alguém é louco, na argentina.
il pleut commme vache qui pisse (chove como uma vaca que mija) - para ser usado quando chove torrencialmente, na frança.
pedaler en la chucroute (pedalar no chucrute) - significa tentar e não conseguir na frança.
je vais me repoudrer le nez (vou repor o pò no nariz) - utilizado pelas mulheres (metidas a tal) francesas quando vão mijar.
watering the horse (aguar o cavalo)- diz se para o ato de mijar.
tu ne vas pas nous faire un caca nervoux (tu não vai nos fazer um cocò nervoso) - um aviso para alguém que està muito ansioso e pode destruir tudo que foi feito coletivamente.
to kick the dog (chutar o cão)- trata-se daquela sàbia reação de beber no dia seguinte para espantar a ressaca.
to shit a brick (cagar um tijolo) - essa é bastante direta, significa: fazer uma grande MERDA, na austràlia.
tens amiguinhos ou tens dentes de piano - usada em portugal para avisar a alguém que ele(a) està com comida entre os dentes.
güte giren semsye acilmaz (o guarda-chuva enfiado no seu cù não abre)- expressão otimista(!)turca para dizer que se você està com problemas, não vai ficar pior.

não peço desculpas pelos eventuais erros de tradução e sei que nossas expressões brazucas também são especiais. lembrei aos amigos de algumas no momento, o famoso "peidar na farofa" ou o simpàtico "viajar na maionese" foram citadas, para delirio geral.

bom fim de semana e não esqueçam o guarda-chuva.

Saturday, May 05, 2007

ali, bem ali. uma mulher chorava na seçao de queijos do supermercado. aconteceu de repente. tentei entender o que estava fora do meu alcance. nao consegui. entre camamberts, comtes e chevres, ela chorava sem desespero. aquela luz branca e o frio das prateleiras nao tornava a situaçao muito intima, senti-me perto dela assim mesmo. sem pensar, agarrei uma mussarella. ela nao escolheu nada e desapareceu. meus passos seguiram lentos entre as filas de chocolate, leite, carne, preços e pessoas invisiveis. pesei os legumes. no caixa nao havia ninguém, apenas uma màquina eletrônica com voz de mulher. paguei e joguei tudo em sacos plàsticos vazios. andei até casa sem pensar na senha do meu cartao de crédito.

Tuesday, May 01, 2007



sanitation workers strike, memphis, tn, 1968
photograph by ernest c. withers