Thursday, December 21, 2006

entre chien et loup



ok, tudo bem, é verdade, sem mentira, certamente, real sem ficção. muito tempo sem palavra, muita palavra sem tempo. o frio aumenta e ja não ha folhas pelo chão. vai tudo bem, mesmo mesmo. tudo colorido apesar dos dias nublados. danço até que danço, do chão não passo. nunca me senti tão novo. e procuro aquilo de ser selvagem, mas como? isso não se procura! bom, vou deixando ser, e vou e sou, eu e você. saudades. e lembro mais uma vez daquilo que nao se esquece. e penso que o corpo é o habitat natural da imaginação. e cada vez acho mais que o teatro... ahhh o teatro. mas aì eu penso naquilo tudo de livre arbitrio, naquela coisa de imanência e transcendência, chego a pensar naquela tal da resposabilidade, naquilo tudo de escolher, aì penso na moral, aì lembro de ser irônico, aì desejo uma mulher até que a noite seja noite. acima de tudo hà o humor. é que nao hà mesmo linhas retas, nem cìrculos perfeitamente redondos nem nada de grandeza absoluta. e o mundo se abre entre o frio e o calor. e as pessoas, elas todas, comem, dormem, andam de um lado pro outro, fodem, cagam, sangram, desejam, desejam, desejam, esperam, esperam, esperam e também amam e odeiam e também esquecem e também lembram de vez em quando e... as pessoas, elas. até que os dias sejam dias.

1 comment:

clara said...

um homem morreu ali na esquina. acm neto foi esfaqueado nas costas por uma senhora genuina. meus papeis todos foram roubados na real do poço, meus contos e minhas teses que nao valiam nem um conto de reis a ninguem. o azul daqui nao eh mais azul que o ceu dai. nem virse nem verso. estais de verso versus quem?