Friday, August 03, 2012
Wednesday, May 30, 2012
Wednesday, April 04, 2012
Thursday, March 22, 2012
Thursday, March 01, 2012
Claude Regy
"le vide n'est pas vide
le vide est rempli de potentiel
le vide a une énergie,
quand une particule pénètre ce vide, l'énergie qui s'y trouve s'accroche sur elle,
la cage de scène vide est une force extraordinaire qui est en attente,
c'est une force latente et pleine de potentiel.
il (le vide) est plein de tout ce qui peut naître et quand quelqu'un arrive la dedans, cette force, cette énergie se cristallise sur lui et il faut que cette être se laisse traverser par cette énergie qui lui arrive, qui vient du vide et qu'il vive dans une relation à l'espace où il sente chaque centimètre cube de l'air qui l'entoure et la nature de l'air, la lumière qui l'entoure et tous les autres vivants ou les autres objets qui peuvent l'entourer.
Et c'est une inter-réaction permanente, c'est un déséquilibre permanent entre toutes les forces qui émanent des choses et des êtres en présence.
Il faut que les acteurs soient assez disponibles et détendues pour sentir, ressentir toutes ces choses... "
Monday, February 13, 2012
Saturday, February 11, 2012
Wednesday, February 01, 2012
Wednesday, January 25, 2012
Wednesday, December 14, 2011
"...injetar insanidade nos verbos para que transmitam aos nomes seus delírios..."
"escrevo como quem lava roupa no tanque, dando porrada nas palavras."
Saturday, November 26, 2011
Tuesday, November 15, 2011
Estréia!
Era uma vez um lugar com um pequeno inferno e um pequeno paraíso (HERBERTO HELDER)
montados no dorso
do trio homem cavalo
estribo atravessamos
o mapa mudo
o terreno minado dos
adjetivos, a massa
pegajosa
dos predicados
natureza
monstruosa
uma cavalgada
um galope
passeio em círculos uma fanfarra
passa um circo venta
terrivelmente
bocas se aproximam se matam
entre-dentes
uma festa
destroços a máquina segue
um carrossel
ritmo de choques toques
o que do outro não se pode controlar
nem traduzir
talvez se pareça
com alegria
e estala
uma pequena cruzada cotidiana
uma boca aberta
de repente pode
desgrudar do verbo
ser
(Laura Erber, Lucía Russo e Marcela Levi)
Natureza Monstruosa: matéria estalada propõe corpos alterados por sua própria força fabulatória. Pontuado por micronarrativas e ficções o trabalho oferece diferentes possibilidades de leitura do que se passa em cena. Aqui a performance torna-se o espaço de um intenso cruzamento entre linguagens. Elementos visuais e plásticos, teatrais e coreográficos se enlaçam de modo a criar uma partitura polimórfica, pensada não como um aglomerado de fragmentos que tendem a se harmonizar mas como linguagens que incessantemente se atravessam.
Saturday, November 05, 2011
Thursday, October 20, 2011
Tuesday, October 18, 2011
Era uma vez. Eramos duas, três vezes. Eramos muitos. Erramos entre o céu e o inferno, à galope. Atravessamos montanhas, mares, incêndios. Ouvimos cornetas, gritamos. Viemos de longe sem sair de perto. Saltamos no tempo, nos perdemos na linguagem. Enquanto você lê isto eu já deixei de ser. Nosso chão é incerto, o espaço é um bicho, ele vai nos engolir. Temos fome. Posso arrancar teu braço, é brincadeira. Toda brincadeira é cheia de riso. E risco. Não sabemos para onde ir, mas vamos. Isto aqui não quer dizer nada, e diz.
Wednesday, October 05, 2011
Monday, September 26, 2011
Sunday, September 25, 2011
todas as afirmações são verdadeiras em determinado sentido, falsas em certo sentido, sem qualquer sentido num outro sentido, verdadeiras e falsas em ainda outro sentido, verdadeiras e sem sentido num certo sentido, falsas e sem sentido em algum sentido e verdadeiras, falsas e sem sentido noutro sentido.
Thursday, September 15, 2011
Sunday, September 11, 2011
Monday, September 05, 2011
Thursday, July 21, 2011
Tuesday, July 19, 2011
diálogo ruminante
-Quem é você?
-Eu sou você
-Então você vai se ver comigo
-Isto é o que nós vamos ver
-Eu sou você
-Então você vai se ver comigo
-Isto é o que nós vamos ver
Saturday, July 16, 2011
Monday, July 04, 2011
Thursday, June 09, 2011
Wednesday, May 11, 2011
Friday, May 06, 2011
Wednesday, May 04, 2011
Wednesday, April 27, 2011
Thursday, April 14, 2011
Era só mais um, um a menos
Preparado para desaparecer, armado em desespero
Nada a perder, toda sua vida torto, sempre desencontrado
Invisível, sem luz nem sombra
Era o problema e virou a tragédia
Uma solidão em fúria
Era ninguém e todos, foi e não voltará
Sem lembranças, nunca será esquecido
Mas seu corpo continua lá, à espera de alguém
Até que seja enterrado, e vire pó
Nada a perder, toda sua vida torto, sempre desencontrado
Invisível, sem luz nem sombra
Era o problema e virou a tragédia
Uma solidão em fúria
Era ninguém e todos, foi e não voltará
Sem lembranças, nunca será esquecido
Mas seu corpo continua lá, à espera de alguém
Até que seja enterrado, e vire pó
Mais uma vez.
Monday, March 14, 2011
Com o passar do tempo estas palavras vão desaparecer. Esqueceremos de nós e de tudo. Adiante nos resta o alheamento e mais nada. Não vale à pena querer fugir, isto aqui não é um bom lugar para se esconder. Entre nossos encontros e perdas, já deixamos de ser. Já esquecemos o que era e o que poderia vir. Já deixamos de lembrar e de querer. Passamos de outrora para jamais. Já não sabemos olhar e desaprendemos a ouvir. Confundimos antônimos, desconhecemos o necessário. Nossos passos cambaleam no vazio, ser é cada vez mais incerto. Caimos no buraco, buraco profundo, buraco do esquecimento e da falta de sentido. Queda livre. Queda para cima, para os lados e girando. Queda aberta, queda no vazio. Mas isto resiste a ser o que parece. Isto não é tão simples assim. Isto é menos e mais além. Nem triste nem feliz, nem quente nem frio. Entre chien et loup. Talvez seja uma nova chance ou momento ideal, talvez o início. É, diante do inevitável há ainda a surpresa, o acaso, mordendo. Nossas impressões, digitais, virtuais, e outros ais, de nada valem, e resistem desaparecendo. Isto é o mais perto da liberdade, do início, da queda no aberto. A descoberta do som, do cheiro e movimento. A invenção do multiverso. E talvez seja verdade, talvez este novo início venha com a violência e calor da urgência. Quem sabe, na sequência veremos menos e melhor, adiante, sem esquecer. Somos ossos e nuvens. É verdade, também estômago e sexo. Mas o que há é esta nuvem, cheia de nada ou vazia de tudo. Nuvem. Onde tudo se esconde, onde tudo se encontra. Sobre a distância, já basta. Chega de não poder tocar, chega de não ver. É preciso ter o mundo a nosso alcance, o multiverso nos atravessando, os fantasmas e monstros nos devorando. Aqui não vamos ficar, não seremos nós, serão outros. Aqueles que virão, sem nome e sem rosto.
Thursday, February 24, 2011
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