Thursday, October 20, 2011
Tuesday, October 18, 2011
Era uma vez. Eramos duas, três vezes. Eramos muitos. Erramos entre o céu e o inferno, à galope. Atravessamos montanhas, mares, incêndios. Ouvimos cornetas, gritamos. Viemos de longe sem sair de perto. Saltamos no tempo, nos perdemos na linguagem. Enquanto você lê isto eu já deixei de ser. Nosso chão é incerto, o espaço é um bicho, ele vai nos engolir. Temos fome. Posso arrancar teu braço, é brincadeira. Toda brincadeira é cheia de riso. E risco. Não sabemos para onde ir, mas vamos. Isto aqui não quer dizer nada, e diz.
Wednesday, October 05, 2011
Monday, September 26, 2011
Sunday, September 25, 2011
todas as afirmações são verdadeiras em determinado sentido, falsas em certo sentido, sem qualquer sentido num outro sentido, verdadeiras e falsas em ainda outro sentido, verdadeiras e sem sentido num certo sentido, falsas e sem sentido em algum sentido e verdadeiras, falsas e sem sentido noutro sentido.
Thursday, September 15, 2011
Sunday, September 11, 2011
Monday, September 05, 2011
Thursday, July 21, 2011
Tuesday, July 19, 2011
diálogo ruminante
-Quem é você?
-Eu sou você
-Então você vai se ver comigo
-Isto é o que nós vamos ver
-Eu sou você
-Então você vai se ver comigo
-Isto é o que nós vamos ver
Saturday, July 16, 2011
Monday, July 04, 2011
Thursday, June 09, 2011
Wednesday, May 11, 2011
Friday, May 06, 2011
Wednesday, May 04, 2011
Wednesday, April 27, 2011
Thursday, April 14, 2011
Era só mais um, um a menos
Preparado para desaparecer, armado em desespero
Nada a perder, toda sua vida torto, sempre desencontrado
Invisível, sem luz nem sombra
Era o problema e virou a tragédia
Uma solidão em fúria
Era ninguém e todos, foi e não voltará
Sem lembranças, nunca será esquecido
Mas seu corpo continua lá, à espera de alguém
Até que seja enterrado, e vire pó
Nada a perder, toda sua vida torto, sempre desencontrado
Invisível, sem luz nem sombra
Era o problema e virou a tragédia
Uma solidão em fúria
Era ninguém e todos, foi e não voltará
Sem lembranças, nunca será esquecido
Mas seu corpo continua lá, à espera de alguém
Até que seja enterrado, e vire pó
Mais uma vez.
Monday, March 14, 2011
Com o passar do tempo estas palavras vão desaparecer. Esqueceremos de nós e de tudo. Adiante nos resta o alheamento e mais nada. Não vale à pena querer fugir, isto aqui não é um bom lugar para se esconder. Entre nossos encontros e perdas, já deixamos de ser. Já esquecemos o que era e o que poderia vir. Já deixamos de lembrar e de querer. Passamos de outrora para jamais. Já não sabemos olhar e desaprendemos a ouvir. Confundimos antônimos, desconhecemos o necessário. Nossos passos cambaleam no vazio, ser é cada vez mais incerto. Caimos no buraco, buraco profundo, buraco do esquecimento e da falta de sentido. Queda livre. Queda para cima, para os lados e girando. Queda aberta, queda no vazio. Mas isto resiste a ser o que parece. Isto não é tão simples assim. Isto é menos e mais além. Nem triste nem feliz, nem quente nem frio. Entre chien et loup. Talvez seja uma nova chance ou momento ideal, talvez o início. É, diante do inevitável há ainda a surpresa, o acaso, mordendo. Nossas impressões, digitais, virtuais, e outros ais, de nada valem, e resistem desaparecendo. Isto é o mais perto da liberdade, do início, da queda no aberto. A descoberta do som, do cheiro e movimento. A invenção do multiverso. E talvez seja verdade, talvez este novo início venha com a violência e calor da urgência. Quem sabe, na sequência veremos menos e melhor, adiante, sem esquecer. Somos ossos e nuvens. É verdade, também estômago e sexo. Mas o que há é esta nuvem, cheia de nada ou vazia de tudo. Nuvem. Onde tudo se esconde, onde tudo se encontra. Sobre a distância, já basta. Chega de não poder tocar, chega de não ver. É preciso ter o mundo a nosso alcance, o multiverso nos atravessando, os fantasmas e monstros nos devorando. Aqui não vamos ficar, não seremos nós, serão outros. Aqueles que virão, sem nome e sem rosto.
Thursday, February 24, 2011
Wednesday, February 16, 2011
Tuesday, February 15, 2011
Thursday, February 10, 2011
Wednesday, February 09, 2011
Thursday, February 03, 2011
Tuesday, February 01, 2011
Sunday, January 23, 2011
Thursday, January 20, 2011
Tuesday, January 18, 2011
Monday, January 17, 2011
Taller de Composición en Movimiento
En Area Dansa
A cargo de João Costa Lima (Brasil)
Enero, febrero y marzo
Martes y jueves de 10h a 12h
A partir de la percepción de los sentidos del cuerpo producimos lecturas y composiciones sobre nosotros y nuestras realidades.
Como podemos utilizar estos mecanismos de “comprensión” para bailar y desarrollar estructuras performativas?
Aquí buscaremos reflexionar sobre los procesos de construcción y de-construcción de la identidad, interrogando el medio teatral a través de relaciones entre la palabra y las acciones, el movimiento y sus potenciales, desarrollando estrategias para la creación dramatúrgica.
Atentos a diversos modos de composición, cuestionaremos la creación escénica, buscando una flexibilidad de los posibles.
Dirigido a bailarines, actores, performers y demás interesados en composición, improvisación y comunicación.
A cargo de João Costa Lima (Brasil)
Enero, febrero y marzo
Martes y jueves de 10h a 12h
A partir de la percepción de los sentidos del cuerpo producimos lecturas y composiciones sobre nosotros y nuestras realidades.
Como podemos utilizar estos mecanismos de “comprensión” para bailar y desarrollar estructuras performativas?
Aquí buscaremos reflexionar sobre los procesos de construcción y de-construcción de la identidad, interrogando el medio teatral a través de relaciones entre la palabra y las acciones, el movimiento y sus potenciales, desarrollando estrategias para la creación dramatúrgica.
Atentos a diversos modos de composición, cuestionaremos la creación escénica, buscando una flexibilidad de los posibles.
Dirigido a bailarines, actores, performers y demás interesados en composición, improvisación y comunicación.
Sunday, January 16, 2011
Tuesday, January 11, 2011
Saturday, January 08, 2011
Wednesday, December 29, 2010
Tuesday, December 28, 2010
Isto aqui é um encontro. Uma procura. Palavras em direção ao vento. Como flechas, elas vão de um lado a outro, atravessando o ar. Até se desfazerem. Até se transformarem em alguma coisa. Ou coisa alguma. Esse é o momento e já deixou de ser. Era o instante e o lugar do imprevisto. E já não sobra nada. Mas continuamos. Por que? Porque sim. Simples assim. A razão disto aqui é isto mesmo. Nada mais. Nada até que se prove o contrário. E em letras as palavras continuam. Porque isto é um encontro, uma procura. Uma busca de si mesmo. Sim. Porque o veneno é a cura. É a solidão que salva. Precisa-se dela. Como das vacinas. Sem grito nem lágrimas. E ainda que continue, e continua, ignoro a razão, a direção e o sentido. E vou. E sou. E já nem sou nem sei se serei. É possível que amanhã seja diferente. Acordar para ver. Desacreditar para ver melhor. Fechar os olhos e ouvir. Calar. Mas não. Tudo é muito, demais. Imensamente infinito. E não pára. Parece que vai para frente e recua. De um lado a outro e voltando. Um zigue-zague imperfeito. Uma confusão que é só minha. Por sua causa, só por você. Tinha que ser assim. E vai. Vai, vai vai. Ainda que nem tão longe, foi e se perdeu. Se perdeu de si. Sim. Mas continua. E não entende, e já não há mais ponto de retorno. Em passos desdobra o caminho. Olha `a volta, reconhece o que parece sempre ter estado ali. Mas não, disto já não sabemos. E continua. Estala os dedos, faz escolhas ao azar. É, acredita no azar, acha que é uma boa companhia. Certas letras desaparecem para outras aparecerem. E resiste, mesmo sem saber. Sobrevive. É, pulsando. Estala os dedos das mãos, calça os sapatos e caminha. Desta vez vai longe. Em círculos, cada vez maiores. Sem saber que a distância apenas justifica o retorno. Esquece de si. Depois se lembra, mas já não é o mesmo, e nunca seria. Mas isto nada importa. O que importa é que continua. Ainda que mudo, ainda que atordoado, perdido, sem se reconhecer, resiste. Resiste se transformando. É, não podia ser diferente. E fala uma língua que ninguém entende. Quando fala. Virulento, truculento, tremendo. Balbucia coisas horríveis, para o vento. É, parece que agora fala sozinho. Uma conversa infinita, entre perguntas sem respostas e descobertas insignificantes. Trata-se do rei nú, sorrindo. E sabe que está nú, e sabe também que sua coroa é de cortiça. Mas neste reinado manda ele. E pede um cavalo, quer mais. Quer ir e não voltar. Porque ele já entendeu que existem palavras que não existem: voltar, retornar, permanecer, entre tantas outras. `As vezes tem medo, mas gosta. Essa deliciosa vertigem. Haha, um rinoceronte que fala. Bicho que fala para si mesmo, e gosta, e continua, e resiste e não volta, vai, mais além, ainda mais. Se desfazendo. Se despedaçando. Deixando para trás aquilo que já não pode mais ser. Viver é muito perigoso. Sim.
Monday, December 06, 2010
Thursday, October 28, 2010
O Outro do Outro : Turnê!
21/10 Sala Trono – Tarragona, Espanha
27/10 Bienal Internacional do Ceará/De Par em Par – Fortaleza, Brasil
28/10 Festival Internacional de Dança do Recife – Recife, Brasil
06/11 Novembro da Dança – João Pessoa, Brasil
14/11 Festival Diagnóstico – Goiânia, Brasil
8/11 – 12/11 Workshop – João Pessoa, Brasil
Tuesday, October 05, 2010
Thursday, September 09, 2010
Friday, August 27, 2010
Saturday, August 14, 2010
Subscribe to:
Posts (Atom)








































